Querido Diário Otário...ano 2!


Oi, pessoal!

Uma das séries mais hilárias publicadas pela Fundamento, Querido Diário Otário, está de volta! Isso mesmo: Jamie Kelly, a dona do diário mais divertido do mundo, vai continuar a mostrar para a gente os seus segredos, seus pensamentos mais profundos e todas as ideias maravilhosas (ou, melhor dizendo, malucas) que ela tem a cada cinco minutos. Se você estava sentindo falta de dar altas gargalhadas com as loucuras da Jamie, pode ficar tranquilo – o primeiro livro do segundo ano da série, Escola, Será que Já Não Chega?, estará disponível em nossa loja virtual (clique aqui para ver) e nas livrarias do país a partir da metade deste mês.
Para que serve a matemática? Não seria melhor ter aulas só das matérias em que arrasamos, como redação? Até as pessoas mais bocós podem surpreender e se dar bem com os números? Essas são só algumas das perguntas que a Jamie vai responder neste livro. E você quer saber as respostas, né?
Fique com um trecho de Escola, Será que Já Não Chega? – e se lembre de conferir nossa loja virtual para garantir o seu exemplar ainda este mês. Não perca também nossas atualizações no Twitter (@Ed_Fundamento) e no Facebook. Até logo!

Contrariando a vontade da Isabella, começamos a lição de casa pelo trabalho de redação e literatura. Parecia a matéria mais óbvia pela qual começar, em especial porque esta é a minha casa e porque eu disse que ela tinha que ir para casa se não fosse do meu jeito.
A tarefa era escrever um poema curto sobre a vida. Esse tipo de tarefa é bem fácil para mim, já que eu uso palavras todos os dias e não tenho vontade de socar ninguém quando as vejo (que é como eu me sinto quando vejo números). Este é o poema que eu lindamente compus:

A vida é como uma pizza.
Pode ser redonda, pode ser quadrada.
Mas terá um sabor muito melhor
Se for com os amigos compartilhada.

Deixei a Isabella ler o poema para ajudá-la a pegar as manhas de escrever poesia. A Isabella não parece ligar muito para palavras. Tenho quase certeza de que ela seria bem feliz sabendo só umas dez ou doze, desde que pelo menos duas fossem palavrões.
Isabella escreveu e apagou por um bom tempo até que finalmente compôs isso:

A vida é como uma pizza.
É gostosa de comer.
Dá um pedaço para mim.
Seu gordão guloso.

Fiquei em silêncio por algum tempo depois de ler, sem saber exatamente o que dizer. Por fim, apenas a abracei, porque um abraço era a melhor forma de dizer o que eu sentia. Esse era o poema mais incrível que a Isabella já tinha criado e a coisa mais longa que ela já escreveu que não fosse uma lista da mesma frase várias e várias vezes, repetindo que ela não mais vai quebrar ou fazer ou perfurar alguma coisa. Eu fiquei tão feliz que estava até disposta a fazer matemática.