Pré-venda: Último livro da série Amanhã!

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Olá, amigos!

Este é um post especial para os fãs da série Amanhã, que é uma das mais vendidas da Editora Fundamento. O sétimo livro da coleção, O outro lado do amanhecer, já está em pré-venda em nossa loja virtual! A previsão é que chegue no dia 2 de março. Falta pouco, não é? E não podemos esquecer que esse é o último capítulo da emocionante história de Ellie Linton e de seus companheiros, que passaram por todo tipo de aventuras enquanto tentavam sobreviver à guerra que devastou seu país, fez com que perdessem familiares e amigos e os obrigou a amadurecer em meio ao caos.

Fique com um trecho de O outro lado do amanhecer e visite as livrarias de todo o país ou CLIQUE AQUI para garantir já o seu exemplar!

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Não acredito muito em instinto, mas comecei a ficar supernervosa conforme fomos subindo na maior dificuldade pelo desvio, quando o dia estava para começar a clarear. Não conversamos muito por causa do cansaço e do nervoso. Quando paramos para descansar um pouco, o homem finalmente disse como se chamava. Ryan tinha 28 anos, morava perto de Dunedin e era engenheiro. Mas não falou qual era o sobrenome dele para nós.
– Por que você não vai dizer seu sobrenome? – perguntei.
– Vocês nunca iam conseguir pronunciar – ele respondeu.
– Não, sério, por que não?
– Segurança.
Fiquei parada lá, na semiescuridão, encostada em um eucalipto, tentando entender o que ele queria dizer. Mas logo percebi: se nos capturassem e nos forçassem a falar tudo o que sabíamos – bom, quanto menos a gente soubesse, melhor.
Fiquei assustada quando percebi o que ele havia falado. Isso me fez pensar que, de vez em quando, a gente era bem descuidada.
Apesar da voz que passava confiança, o Ryan tinha perdido pontos comigo pelo jeito como deu uma dura no Lee e no Homer. Claro que ele tinha o direito de ficar bravo com eles, mas o que me preocupava era que ele fosse fazer a mesma coisa toda vez que a gente estivesse sob pressão: que fosse ser furioso e antipático.
Eu me cansei e parei de prestar atenção na conversa de novo. Eles estavam falando de como estavam as coisas na Nova Zelândia. O Ryan não quis falar muito sobre esse assunto também, mas por outra razão. Ele não tinha certeza se era seguro ficarmos conversando no meio da mata. Começamos a andar de novo. A subida até o Ponto do Alfaiate parecia que não acabava nunca. (…) o céu foi gradualmente mudando de preto para cinza e, depois, ficou meio esverdeado, antes de clarear. Começou a dar para ver a forma das coisas. De repente, pude ver as árvores cem metros trilha acima. Graças a Deus, a gente estava quase chegando ao cume. Todo mundo estava em silêncio. Acho que por causa do cansaço e também por causa do último trecho, que era uma subida de tirar o fôlego. Dei uma olhada rápida no cume para onde a gente estava subindo com muito esforço. Parecia que eu estava assistindo a um filme em preto e branco. E esse filme tinha
novos atores. Uma fila de atores: três, depois quatro, depois cinco. Estava tão cansada que na hora não acreditei no que estava vendo.
Era como se fosse uma fileira de soldados fantasmas. Fiquei parada, em estado de choque. Meu corpo começou a pinicar e queimar. Na minha frente, o Kevin tinha visto os soldados e parado também. Acho que foi isso que me convenceu de que os soldados eram de verdade. (…)
Nós cinco éramos um alvo perfeito. Se a patrulha abrisse fogo, a gente ia ter de se jogar no meio do mato, rezando para conseguir se esconder. Mas, por incrível que pareça, eles continuaram indo em frente. Pareciam que estavam bem cansados também. Na verdade, eles estavam mais para alvo do que a gente, enfileirados daquele jeito no alto do morro, meio como patinhos no estande de tiro na Feira de Wirrawee. Podia ser que eles tivessem passado a noite em claro também.
Ficamos olhando passados uns para os outros e, sem ninguém precisar falar nada, a gente se escondeu rápido numa faixa de mata que ficava do nosso lado esquerdo. Fomos andando no maior cuidado por uns vinte metros e depois nos reunimos numa rodinha. Todo mundo estava tremendo um pouco, acho. Tinha sido muito inesperado. Não tinha mais nenhum lugar seguro para nós agora. (…)

*Se o seu comentário não estiver relacionado com este livro ele não será publicado. Obrigada pela compreensão.