Pré-venda: Rangers 9!

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Olá, amigos!

Quem curte a série Rangers – A ordem dos arqueiros pode se preparar: o nono livro da coleção já está em pré-venda AQUI na nossa loja virtual e estará disponível nas livrarias de todo o país até o final do ano. Por enquanto, o que podemos dizer sobre a trama é que o arqueiro Will, acompanhado de seu mestre, Halt, e do melhor amigo, o cavaleiro Horace, vão enfrentar inimigos cruéis, poderosos e implacáveis em um lugar muito distante de sua terra natal, Araluen. Entre esses adversários, estão um pregador religioso desonesto com dezenas de seguidores e uma dupla de matadores de aluguel. Além disso, um dos três amigos irá cair em uma armadilha perigosíssima e muito mais complexa do que aquelas que eles estão acostumados a enfrentar. Quem será?

Enquanto vocês esperam a chegada do próximo volume de Rangers – A ordem dos arqueiros, curtam um trecho do primeiro capítulo do livro. Fique de olho em nossa loja virtual e nas livrarias para garantir seu exemplar do nono livro! E não deixe de conferir o blog, nossa página no Facebook e nossas atualizações no Twitter (@Ed_Fundamento) para saber das novidades de fim de ano da Editora Fundamento! Até logo!

(...) Port Cael era uma cidade de contrabandistas. As ruas junto às docas eram estreitas e sinuosas, em contraste com as ruas largas e bem alinhadas do resto da cidade. Havia apenas um ou outro lampião fora de alguma casa para iluminar o caminho. Boa parte dos prédios tinha dois andares, portas basculantes instaladas no andar superior e pórticos de elevação para que fardos e barris pudessem ser suspensos das carroças paradas embaixo. “Depósitos”, o jovem presumiu. Depósitos com espaço para armazenar as mercadorias que os donos de navios contrabandeavam para dentro e para fora do porto.
Ele já estava quase nas docas. No espaço que marcava o fim da rua, viu os contornos de vários navios pequenos ancorados no porto, que balançavam nervosamente por efeito das ondas encapeladas que conseguiam abrir caminho à força para dentro da boca do ancoradouro.
– Deve ser por aqui, em algum lugar – ele disse para si mesmo.
Então o viu. Um edifício de um andar no final da rua com um teto de sapê inclinado para baixo até a altura de uma pessoa. (...) Uma intermitente luz amarela brilhava nas pequenas janelas do lado da rua e uma placa pendurada rangia ao vento acima da porta com alguma ave marinha, grosseiramente desenhada.
– Poderia ser uma garça – ele disse.
(...) Will não era alto, mas foi obrigado a se curvar um pouco sob a soleira baixa. Ao abrir a porta, foi atingido por um muro de sensações: calor, cheiro de suor, fumaça, cerveja derramada e rançosa.
Quando o vento se precipitou pela porta aberta, os lampiões oscilaram e o fogo na lareira na parede oposta pareceu se reanimar de repente. Will demorou alguns segundos para se orientar. A fumaça e a luz tremeluzente do fogo atrapalhavam ainda mais a tarefa de enxergar, tornando-a mais difícil ali dentro do que na rua escura.
– Feche a porta, idiota! – gritou uma voz rouca.
O arqueiro enfim entrou no recinto, fechando a porta atrás de si. Imediatamente o fogo e a luz do lampião se estabilizaram. Havia um grosso manto de fumaça produzido pelo fogo e dezenas de cachimbos. Ele pairava a uma altura acima da cabeça, preso pelo baixo teto de sapê.
(...) A maioria dos clientes o ignorou, mas algumas expressões inamistosas se voltaram para ele, avaliando-o. Os frequentadores viram uma figura masculina magra, envolta em uma capa cinza esverdeada e com o rosto escondido por um grande capuz. Enquanto era observado, o rapaz puxou o capuz para trás, revelando um rosto surpreendentemente jovem, era pouco mais que um garoto. (...)
O estranho podia parecer um adolescente, mas carregava armas de um homem e o fazia sem inibição, como se estivesse completamente à vontade com elas. O arqueiro olhou em volta, inclinando levemente a cabeça para os que tinham se virado para observá-lo. Mas seu olhar passou rapidamente por eles, deixando claro que não representava ameaça e aqueles eram
homens acostumados a avaliar possíveis ameaças em recém-chegados. (...)
O dono da taverna, um homem magro de nariz pontiagudo, olhou para ele enquanto distraidamente secava uma caneca com um pano encardido. Will ergueu uma das sobrancelhas diante da cena,
apostando que o pano mais sujava a caneca do que a limpava.
– Bebida? – o proprietário ofereceu.
– Gostaria de um café – o rapaz pediu, notando um bule amassado perto do fogo em uma das extremidades do bar.
– Tenho cerveja e ouisgeah. Escolha – o homem falou com ar autoritário.
Will fez um gesto na direção do bule de café, mas o proprietário balançou a cabeça.
– Acabou. Não vou fazer outro bule só por sua causa.
– Mas ele está tomando café – Will insistiu, acenando para o lado.
Era inevitável que o dono olhasse para aquele lado para ver do que o rapaz estava falando. No instante em que desviou sua atenção, sentiu a mão do jovem no colarinho da camisa, torcendo-a e formando um nó que o asfixiava, ao mesmo tempo que o puxava para a frente, fazendo com que perdesse o equilíbrio. De repente, os olhos do estranho ficaram muito perto. Ele não parecia mais um garoto. (...) Em seguida ouviu um suave sussurrar de metal e, ao abaixar o olhar para o punho que o segurava com firmeza, vislumbrou o brilho da pesada lâmina da faca de caça que o rapaz tinha colocado entre eles.
Sufocado, o homem com cara de rato olhou ao redor em busca de uma possível ajuda, porém nenhum dos clientes nas mesas tinha notado o que acontecia.
– Eeeuu... faço o ca... fé – o homem conseguiu falar.
– O que foi que disse?
– Eu... vou... fazer o café – ele repetiu, esforçando-se para respirar.
– Ótimo! Vou esperar ali – Will soltou a camisa do proprietário, devolvendo-lhe o equilíbrio. – E não vá mudar de ideia – o rapaz disse, dando um tapinha na faca de caça.