Goosebumps Horrorland está de volta com "A casa das Múmias"

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Oi, gente!

As continuações da série Goosebumps Horrorland são sempre aguardadas ansiosamente pelos leitores da Fundamento! Então temos uma boa notícia para vocês: o sexto livro da coleção, A casa das múmias, estará à venda em nosso site e nas livrarias em março. Falta muito pouco, mas, como não gostamos de deixar ninguém esperando, confiram um trecho do primeiro capítulo desta história de tirar o fôlego!

(…) Naquele dia, na sala da vó Vee, a gente estava correndo e se escondendo atrás dos móveis, rindo e gritando.
– Eeeeeeeeeeeiiiiiii! – falei bem alto ao sentir um jato de água fria na testa.
O Peter riu.
– Muito bem, Abby. Você ficou bem na mira!
(…) Inclinei-me para a frente, tensionei os músculos e esperei, com o dedo no gatilho de plástico. Meu irmão estava escondido atrás das cortinas de flores laranja e amarelas. Dava para ver seus tênis brancos aparecendo debaixo delas. Esperei... esperei... e disparei um jato longo e largo, assim que ele saiu. A água atingiu o peito dele, dando um banho na parte da frente da camiseta. Peter cambaleou para a janela. Sua pistola lançou um spray desenfreado em direção ao teto.
– Vocês estão se divertindo?
Nós dois nos viramos e vimos a vó Vee entrar na sala. Ela balançou a bengala preta no ar.
– Será que estou errada? – perguntou. – Achei que estava na minha casa, mas parece que fui parar num parque aquático.
Meu irmão se afastou da janela e abaixou a cabeça.
– Desculpe – murmurou.
– Já implorei para vocês não usarem essas arminhas de água dentro de casa – a vovó disse, olhando-nos através dos óculos grossos de armação quadrada.
– Desculpe – meu irmão repetiu.
De repente, dei um dos meus famosos cuspes de água de longo alcance e encharquei a nuca dele. O Peter soltou um grito agudo e deu um pulo.
– Ganhei! – falei, dando soquinhos no ar.
– Não valeu, Abby. Você trapaceou – a vovó declarou, sem conseguir ficar séria. (...)
– Não é justo! – meu irmão resmungou.
Ele tirou a camiseta ensopada, fez uma bola com ela e a jogou em mim. (…) Em seguida, saiu correndo da sala. Tem gente que não sabe perder, e o meu irmão é assim.
– Venha sentar aqui comigo, Abby – a vovó me chamou para o sofá.
Reparei que ela estava se apoiando na bengala de forma mais forte que de costume.
Apesar de os cabelos dela continuarem pretos e brilhantes, naquele dia vi umas mechas acinzentadas entre os fios. Além disso, sua pele estava tão pálida que dava para ver os ossos por baixo das maçãs do rosto. Ela se sentou ao meu lado e apertou minha mão. Seus dedos pareciam cubos de gelo!
– Preciso conversar com você – falou e olhou para o chão. – Eu não venho me sentindo muito bem.
Aquelas palavras me deram um frio na espinha. Cheguei a engasgar. A vovó Vee é o único parente que eu e o Peter temos. Moramos com ela desde que éramos bem pequenos. E, se alguma
coisa acontecer... Os olhos dela continuavam encarando o chão, e vi que os ombros estavam tremendo. Ela sempre foi o pilar que sustenta a família, mas, de repente, parecia tão frágil...
– Vou precisar ficar internada no hospital para fazer uns exames – disse de forma bem suave.
– Exames? – berrei. – Que tipo de exames?
Ela apertou minha mão novamente.
– Vai ficar tudo bem – a voz soava como um sussurro.
– Mas... o que vai acontecer comigo e com o Peter? – perguntei.
– Tenho um bom plano para vocês. Os dois vão ficar com seu tio Jonathan – revelou.
– Quem?
– Tio Jonathan. Ele não os vê desde que eram bebês – ela sorriu. – Ele é ótimo. Vocês vão ver.
– E onde... onde ele mora? – eu quis saber.
– Ele vive numa casa antiga, numa cidadezinha em Vermont chamada Cranford – a vovó respondeu. – Será uma grande mudança sair de Boston e ir para lá. Acho que vocês vão achar tudo muito interessante.
Meu coração batia acelerado. Eu queria fazer milhares de perguntas, mas não conseguia.
– O Jonathan mal pode esperar para vê-los – a vó Vee falou. – Mandei umas fotos de você e do Peter. Ele ficou muito animado.
Ela viu a expressão na minha cara.
– Vocês vão gostar dele, Abby. É um homem muito interessante. Além do mais, é só por duas semanas – completou.
– Mas estou preocupada com você, vó – eu disse. – Por que está nos mandando para uma cidadezinha distante? Eu e o Peter não devíamos ficar com você?
Ela apertou o topo da bengala. Sua mão era tão pequena e branca!
– O celular vai funcionar na cidade do Jonathan. Vamos nos falar sempre. Tenho certeza de que vai ficar tudo bem.
Mas nada ficaria bem. Nada mesmo.

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