Criando Meninas no Jornal Zero Hora

Saiu no dia 20 de outubro uma entrevista com Steve Biddulph, autor de Criando Meninas e Criando Meninos, no jornal Zero Hora, em RS.

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Confira abaixo uma parte da entrevista concedida por email:

Quais são as principais diferenças na criação de meninas e meninos? Como essas distinções podem impactar na vida adulta?
Não são grandes, mas ainda importam muito. Para criar uma sociedade igualitária, temos de trabalhar para reduzir os efeitos dessas diferenças. Por exemplo, meninas são muito receptivas ao contato, percebem os sentimentos das pessoas – então, temos de nos certificar de que elas não se acostumem a sempre agradar aos outros, ou que não se tornem muito sensíveis e preocupadas com a opinião alheia. Temos de fortalecê-las. Meninos desenvolvem mais devagar as habilidades manuais e com as palavras. Temos de ser mais pacientes para ajudá-los, e não empurrá-los para a escola e querer que se tornem tão jeitosos quanto as meninas.
Os principais fatores de risco para meninos são violência, morte prematura por acidente de trânsito e crimes. Eles correm um risco três vezes maior de morrer, e nove vezes maior de ir para a cadeia. Os maiores fatores de perigo para meninas são ansiedade e depressão, transtornos alimentares e exploração e agressão sexual. Especialmente no Brasil, acredito que ainda precisamos de muito feminismo para que as mulheres acreditem nelas mesmas e para que os homens as respeitem. Temos um longo caminho pela frente no mundo todo.

Os pais tendem a proteger mais as filhas do que os filhos. Essa é uma atitude boa ou ruim, considerando os adultos que eles se tornarão no futuro?
Temos de educar as meninas para serem fortes e ensiná-las a se proteger. Um adulto se protege, sabe que existem pessoas más e perigosas. Mas não queremos assustar as crianças quando são tão novinhas. É importante respeitar a faixa etária e protegê-las quando são pequenas, protegê-las menos quando vão crescendo, e dar às meninas as ferramentas para que aprendam a circular entre meninos e homens, no sentido prático também.

Que diferenças devem ser mantidas na criação dos dois sexos?
Eu não diria que devemos preservar ou estimular diferenças, mas, sim, acrescentar o que estiver faltando. Queremos as mesmas coisas para todas as crianças: que sejam íntegras, tenham um bom coração. A natureza provê as diferenças, mas temos de equilibrá-las. O mundo moderno exige que homens e mulheres tenham as mesmas habilidades, o máximo possível.

Confira a entrevista na íntegra no site: http://bit.ly/1DSX8I6

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