Bullying não é brincadeira, é crime

meme-bullyingHá alguns anos, o bullying entrou no vocabulário do brasileiro. Apesar da palavra americanizada, o conceito é um velho conhecido: bullying são atos de violência psicológica e física provocados por uma pessoa ou por um grupo, com o objetivo de ofender/desmerecer outrem mais fraco devido a uma característica de sua personalidade ou biotipo.

Muitos entenderam do que se tratava, outros tantos desmereceram os efeitos nocivos que uma “brincadeira” pode ter em uma criança. Entre aspas, mesmo, porque machucar alguém (física ou emocionalmente) não é nenhuma brincadeira, muito menos tirar sarro das características individuais de cada um.

Em Querido Diário Otário, Jamie Kelly tinha medo de ser chamada por um apelido que não gostava. Além de se sentir ofendida, Jamie poderia se fechar, tornando-se mais introspectiva. Mesmo que ela não reclamasse, demonstrou medo e desconforto ao entrar em contato/conversar com as pessoas que podiam chamá-la por tal apelido.

Em outro livro também lançado por nós, o Geek Girl, a personagem principal – Harriet – sofre bullying por ser a garota nerd da escola. E qual o problema em ser ela mesma? Não deve ser motivo de vergonha.

Bullying, caro leitor, é uma arma perigosíssima, que pode trazer consequências psicológicas graves e, até mesmo, matar. Parece exagero? Então vamos deixar nossas personagens fictícias de lado e partir para casos reais.

Em janeiro de 2016, por exemplo, foi confirmado o motivo do suicídio de um garoto espanhol de 11 anos. Ele pulou da janela do 5º andar do seu prédio e deixou uma carta justificando seu ato e pedindo desculpas aos pais. Nela, ele dizia que não aguentava mais frequentar o colégio [devido ao bullying] e que não existia outra forma, a não ser essa, de parar de ir.

Em 2012, aconteceu um dos casos mais famosos sobre bullying e cyberbullying que também resultou em final trágico. Amanda Todd, uma garota de 15 anos, enforcou-se após sofrer uma série de ataques motivados por uma foto vazada onde mostrava os seios.

Vale ressaltar que o bullying pode ter uma proporção ainda mais avassaladora quando se trata de adolescentes LGBT ou meninas, pois a intimidade e a sexualidade dessas pessoas são expostas e colocadas em discussão.

Se isso não bastou para convencer você que bullying não é brincadeira, saiba que ele é crime. C-R-I-M-E. Mas o que fazer então?

Os pais devem estimular sempre seus filhos a respeitarem as diferenças, independente de raça, cor, credo ou aparência. Seja na escola, no trabalho ou em casa, o respeito deve ser a lei maior.

Uma dica para conferir se você vai ofender alguém com uma “brincadeira”: coloque-se no lugar da pessoa. Você ficaria chateado com aquelas palavras? Se a resposta for sim, talvez seja o momento de repensar suas atitudes. Zoação acontece, é normal, mas é preciso respeitar o limite.

Se você está sofrendo bullying, não se amedronte! Denuncie o ato a alguém. Os seus pais são as pessoas mais acessíveis para falar sobre o problema. Juntos, vocês vão encontrar uma solução. Se não se sentir à vontade para conversar com eles, leve o problema à diretoria da sua escola ou a alguém de sua confiança.

Por mais que ocorra em quase 100% das escolas, bullying não é algo natural.