Chegou! As Chaves do Reino 5 - A Sra. Sexta-Feira

Oi, amigos!

Quem estava ansioso pela continuação da série As Chaves do Reino, de Garth Nix, pode ficar sossegado: o livro A sra. Sexta-Feira já está à venda em nosso site (clique AQUI). Não vamos falar muito sobre a história para não entregar o ouro, só vamos adiantar que o herói da trama, o jovem Artur Penhaligon, terá que analisar uma proposta feita por uma certa Senhora Sexta-Feira... Essa proposta tanto pode ser uma armadilha para o Herdeiro Legítimo quanto pode representar uma oportunidade imperdível… e se for isso Artur deve agarrá-la antes que Sábado Suprema ou o Tocador de Gaita lhe passem a perna. Foi dada a partida para a busca do segredo da Casa Intermediária – será que Artur conseguirá descobri-lo?

Fiquem com um pequeno trecho de A Sra. Sexta-Feira e aguardem o lançamento de mais um volume de As Chaves do Reino! Para mais novidades sobre a Editora Fundamento, não perca nossas atualizações aqui no blog, no Twitter (@Ed_Fundamento) e no Facebook. Fique de olho! Até breve.

Folha acordou sobressaltada e sentou na cama. Por um instante, sentiu-se desorientada. Não estava em seu quarto. O pôster de sua banda preferida não olhava para ela da parede ao pé da cama, porque não havia parede. Sentiu falta da mesa de cabeceira e, do outro lado, não encontrou o pisca-pisca vermelho dos olhos do relógio de 1,20 metro de altura feito com a ajuda do irmão, Ed, anos antes para um projeto de ciências da escola. Também não usava as roupas de dormir habituais: camiseta com nome de banda e calça de moletom. Em vez disso, vestia uma camisola comprida de flanela azul-clarinho, bem macia, o tipo de roupa que ela jamais escolheria.
O cômodo onde se encontrava era muito maior do que seu quarto e tinha oito camas além da sua. Com certeza, havia gente dormindo nas mais próximas, porque Folha podia ver os corpos sob as cobertas e a parte de cima da cabeça. Provavelmente, as outras camas também estavam ocupadas. Parecia um hospital...
De repente, Folha se sentiu ainda mais desperta. Tentou pular da cama, mas suas pernas fraquejaram e ela escorregou até o chão. Agarrando-se às cobertas, o máximo que conseguiu foi se inclinar sobre o colchão, enquanto tentava entender o que acontecia. Lentamente, as lembranças começaram a voltar. Era como se a memória recente estivesse apagada e o cérebro encontrasse dificuldade para juntar todas as peças de novo.
Folha se lembrou de ter visitado seu amigo Artur no Hospital da Zona Leste. Ele tinha lhe falado sobre a Casa situada no epicentro do Universo e como havia sido escolhido para se tornar o Herdeiro Legítimo da Arquiteta – não em razão de seu nascimento ou coisa assim, mas porque ele era a pessoa certa, na hora certa. (Ou a pessoa
errada na hora errada, dependendo do ponto de vista). Toda a criação era obra da Arquiteta. Ela havia criado não somente a Casa, mas também o Universo além dela, incluindo a Terra.
Artur contou como o Sr. Segunda-Feira e o Horrível Terça-Feira, dois Curadores, haviam traído a falecida Arquiteta, recusando-se a executar seu Testamento. Antes que ele terminasse o relato, porém, uma onda enorme surgiu, levando os dois para um oceano que não ficava na Terra. Artur foi carregado para mais longe ainda naquele estranho mar, mas Folha foi salva por um navio, o Louva-a-Deus Voador...
– O Louva-a-Deus – sussurrou Folha.
No quarto silencioso, até um sussurro soava muito alto. As pessoas que dormiam nas outras camas não faziam barulho algum. Nem ressonavam. De repente, Folha pensou que elas poderiam estar mortas e não apenas dormindo. Por isso, fixou o olhar na cama ao lado para conferir. Só pôde ver o topo da cabeça da pessoa, apenas um tufo de cabelos – e não conseguiu concluir se era de homem ou de mulher. Mas, depois de alguns segundos, ficou aliviada ao ver o cobertor levantar e abaixar levemente. Homem ou mulher, a pessoa respirava tranquila.
– Eu viajei no Louva-a-Deus – murmurou Folha para si mesma. (...)