A Maravilha das Pequenas Coisas


Olá, amigos!

Um dos lançamentos deste mês da Fundamento vai agradar mães, pais e os adolescentes. O incrível A maravilha das pequenas coisas, da britânica Dawn French, é um romance sobre os Battle, uma família um tanto disfuncional, porém divertidíssima. Dora, a filha de 17 anos, vive em pé de guerra com a mãe, Ma, que, por sua vez, vive uma crise existencial e questiona seus métodos de educar os filhos e suas escolhas ao longo dos anos. Enquanto isso, Peter, o filho mais novo, se considera um gênio fascinante e glamoroso. E, no meio disso tudo, está o silencioso, observador e sempre presente marido.
Enquanto Ma começa a “surtar” com a proximidade do seu aniversário, Dora está às voltas com dúvidas sobre o futuro, um coração partido e um plano secreto para se tornar uma cantora ultramegafamosa. Um pouco mais centrado, Peter tem certeza de que finalmente encontrou o amor. Só não encontrou ainda a roupa certa.
Em meio ao caos, Ma não sabe se tenta botar ordem na casa ou se toma decisões que podem implodir a família toda. Será que os quatro vão sobreviver a essa crise? Os Battle estão prestes a sucumbir ou eles serão mais fortes se conseguirem ficar juntos?
Para descobrir o que vai acontecer com Ma, Dora, Peter e o marido, garanta o seu exemplar de A maravilha das pequenas coisas na nossa loja virtual (clique aqui para conferir) ou nas livrarias de todo o Brasil. Enquanto isso, curta um trecho do livro.

Fique de olho nas novidades da Fundamento aqui no blog, no nosso perfil no Twitter (@Ed_Fundamento) e no Facebook. Até a próxima!

(…) MA
Como é grande a diferença entre 15 e 17 anos. Aconteceu uma mudança radical de personalidade. Onde foi parar minha pequena e doce gótica? Aquela com os olhos borrados, dreadlocks com nylon vermelho, botas de Tank Girl e anéis de pressão no nariz? Era tão fácil amar aquela menina. Aquela menina tinha o charme encantador de ficar machucada e ser trágica. Por que me mandaram essa loira oxigenada, escrava dos estilistas de grife? Eu tenho uma versão humana da boneca Sindy, cuja grosseria insuportável cresce a cada momento que passa acordada e, muito provavelmente, durante parte do tempo que passa dormindo também. Tenho certeza de que ela não desperdiça tempo de sono NÃO me odiando. Será que ódio tem juros acumulados? Se for assim, Dora está ganhando muito com seu investimento maciço em ódio pela mãe. Eu só tenho de aceitar o fato: ela me odeia.
O ódio de hoje é porque eu me recusei a deixar que ela colocasse um piercing no umbigo. Nesse caso em particular, sinto-me justificada por completo. Existe mutilação mais feia? Só de pensar, meu estômago, que não tem piercing e é consideravelmente maior, fica virado. E o lugar que ela escolheu para fazer isso é um horrível calabouço pequeno e sujo em frente à loja de tapetes na High Street, o “Pangbourne Ink”. É claro, eu nunca ousei entrar lá, mas conheço a irmã da bruxa que é dona do lugar e ela teve impetigo crônico ano passado, por isso, se Dora acha que vou sancionar essa coisa terrível em um lugar tão sujo, pode continuar achando.